sábado, 3 de janeiro de 2009

BOA NOITE!!!

"Nenhum caminho é longo demais
quando um amigo nos acompanha..."
" Não existe premio maior,
do que estarmos na mente
das pessoas que levamos
no coração"...


ISSO É UMA REALIDADE DA VIDA. PORQUE SOMOS DE FATO MENTE E CORAÇÃO E TUDO VALE A PENA QUANDO ESTAMOS DE VERDADE PRESENTES NA VIDA DAS PESSOAS QUE NOS SÃO IMPORTANTES.BJS E BOA NOITE A TODOS!!!

Perspectivas: o que será da Amazônia em 2009?



Crise financeira e obras devem influenciar conservação da floresta.Conheça outros fatores determinantes para este ano que começa.
Dennis Barbosa e Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo.
O que espera a maior floresta tropical do mundo no ano que começa? Desde já é possível listar uma série de fatores que devem influenciar o destino da Amazônia em 2009.
Uma questão que preocupa o mundo todo e deve causar conseqüências à floresta é a crise financeira internacional. Com uma desaceleração do crescimento econômico, a pressão sobre a floresta, em teoria, diminui: há menos capital para financiar o desmatamento para abertura de pastos e plantações e, simultaneamente, menor demanda por carne e commodities como a soja.
Por outro lado, o governo e as ONGs poderão ter recursos mais escassos e, com isso, pode diminuir a vigilância sobre os desmatadores. Ciente disso, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc já vem dizendo que a contratação de 3 mil novos servidores que atuarão no combate a crimes ambientais está mantida, apesar da crise.
Ainda no setor governamental há muita expectativa em relação à questão da regularização fundiária, já que ela é indispensável para reduzir a devastação na Amazônia. O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, pleiteia a criação de uma agência que agilize o processo, em detrimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a quem caberia tratar deste assunto. O instituto, por sua vez, pretende que o problema seja atacado por meio do Plano Terra Legal elaborado por um grupo de trabalho coordenado pela Casa Civil.
Em 2009 a Amazônia será ainda mais monitorada por satélites. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou no fim de 2008 mais um sistema de vigilância, o Degrad, que detecta degradação (destruição parcial) da floresta. Além do Degrad, o instituto conta com outros três sistemas para a região (Prodes, Deter e Detex), além do monitoramento de queimadas de todo o território nacional.

Também o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e a ONG Imazon fazem seu acompanhamento. A questão é se toda esta vigilância se transformará em ações que coíbam o desmatamento.

Obras
Em 2009 a floresta será ainda palco de grandes obras, como as usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, e a reconstrução de cerca de 400 quilômetros da rodovia BR-319, que atravessa uma zona intocada do Amazonas. Em ambos os casos, os potenciais danos ao meio ambiente podem levar a novas disputas judiciais no ano que começa.Em Roraima, a expectativa é em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol. O julgamento que definirá o futuro da reserva já foi interrompido duas vezes, por pedidos de vista dos ministros Carlos Alberto Menezes Direito e Marco Aurélio.

No dia 10 de dezembro, Direito apresentou seu voto favorável à manutenção dos limites contínuos da Raposa Serra do Sol, mas impôs 18 condições para garantir a proteção da fronteira e a preservação do meio ambiente.

O entendimento foi seguido por sete ministros, antes de o julgamento ser suspenso pelo pedido de vista. Com o placar de 8 a 0, a análise deve ser retomada em fevereiro, já com o voto de Marco Aurélio, que disse não acreditar que seu voto poderá mudar o posicionamento dos demais magistrados que já votaram. Se a decisão favorável à demarcação contínua se confirmar, os arrozeiros instalados na reserva terão de sair. Eles já prometeram, no entanto que colocarão obstáculos para deixar a área. A partir de 1º de janeiro a Caixa Econômica Federal passa a exigir que construtoras utilizem apenas madeira certificada nas obras financiadas pelo banco. Isso poderá fazer aumentar a demanda por madeira retirada de áreas de manejo, fortalecendo o mercado legalizado e diminuindo o desmatamento ilegal.

FORÇA OU CORAGEM...


Muitas vezes na vida,

não sabemos avaliar o que realmente necessitamos:

se força ou coragem...

Há momentos em que precisamos das duas!

Veja só:

É preciso ter força para ser firme,

mas é preciso coragem para ser gentil...

É preciso força para se defender,

mas é preciso coragem para não revidar...

É preciso ter força para ganhar uma guerra,

mas é preciso coragem para não se render.

É preciso ter força para estar certo,

mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,

mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males,

mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para fazer tudo sozinho,

mas é preciso coragem para pedir ajuda.

Parece fácil...

Experimenta!

TUDO DE MELHOR E MAIS PRECIOSO A VC!BJS NO CORAÇÃO.XERO NA ALMA.

BY VALDO BENTES.

DA FRAQUEZA


Quem vive se lamentando de seus próprios recursos, gasta em palavras toda a energia que precisa para transformar a sua vida.

As reclamações e a inveja são péssimas aliadas; nos desviam de nosso verdadeiro objetivo, porque nunca se transformam em força criativa. Elas podem nos dar momento de consolo, mas nunca nos ajudarão a chegar onde queremos.

Diz o Midrash: “mantenha sempre a esperança e a vontade. Se você for pobre, poderá chegar a ser rico. Se for fraco, é possível que venha a ser robusto. Se estiver preso, um dia poderá ganhar a liberdade”.

Sábios de todas as épocas estão de acordo em uma coisa: para o homem inteligente, aquilo que lhe falta é justamente aquilo que lhe estimula.

( Post publicado na coluna TODAS,no G1, por PAULO COELHO )

Musica Normal.

A lista dos melhores discos que você não ouviu em 2008 foi de fato uma via de duas mãos – por isso, tenho de começar agradecendo as várias indicações de músicas que eu nem sonhava que existiam. Claro que algumas sugestões eu já conhecia – como o Fleet Foxes (obrigado, César), ou o retorno de Grace Jones (lembrado pelo Ricardo), ou Sia (“gracias”, Gustavo), ou mesmo “Third” de Portishead (quase entrou, Igor). Elas até estavam na primeira versão da lista – que tinha 26 álbuns –, mas fui cortando… Outras sugestões, porém, eram genuínas novidades para mim: 99 Macacos, Conexion of Monkeys (coincidência?), Gavin Castledon, Viva Voce, Dev Haynes… Ainda não deu tempo de ouvir todas – sequer uma boa parte delas – mas mesmo assim, estou louco para ser surpreendido. De “Charque side of the moon” à banda de “ex-palhaços” romenos (!) que usa (sic) “consolos de borracha como percussão”, o Gay TV Host (indicação da já bizarra lista do John Merrick), fico só imaginando as possibilidades sonoras… E, pelo que vi nos comentários, não sou a exceção. Talvez você ainda esteja experimentando uma certa dificuldade para baixar Lily & Maria… Mas de resto, acho que boa parte dos que passaram por aqui ficou no mínimo curiosa para saber que tipo de sons eram aqueles. Em compensação, uma pequena parte – ah… a pequena parte…
Tanto tempo depois, eu mesmo me surpreendo com a dificuldade que algumas pessoas têm de entender uma frase simples. Foram várias reações negativas à lista – as mais divertidas delas, claro, daquelas pessoas que se armaram para desbancá-la sem sequer ter ouvido uma das indicações. Não faltaram ainda os “corajosos” de plantão que criam e-mails de mentira só para mandar mensagens escatológicas – ah, a adolescência… – simplesmente porque a banda que eles mais gostam de ouvir quando estão no quarto planejando a sua vingança contra o mundo não foi citada… (estes, obviamente não foram aprovados em respeito à imensa maioria que preza uma conversa educada neste espaço – mesmo que discorde das minhas opiniões).
O que mais me encantou, porém, foram os que reclamaram que a lista só tinha bandas que elas não conheciam – não com a embutida gratidão do curioso (caso de muitos, felizmente) que quer conhecer mais, mas com o desdém de quem não tem sequer a inquietação de explorar algo novo. Ora, se uma lista leva o título de “Os 15 (+1) melhores discos que você NÃO ouviu em 2008”, hum, será que não está claro que estou te convidando a descobrir algo que não conheces? Então, por que o protesto? Desse grupo, que reúne comentários com diferentes níveis de indignação (dos simplesmente perplexos aos inexplicavelmente ofendidos), destaco o comentário de William Lima que, apesar de gostar do blog, pergunta: “esse cara naum escuta música normal naum?”.
Bom, aqui a resposta: claro que escuto música normal. Aliás, teria sido imensamente mais fácil fazer uma lista de fim de ano com Coldplay, Elbow, The Killers, TV on the Radio, Black Kids, Lykke Li (mas não com Guns N’ Roses) – e ainda jogar uns dois ou três discos de artistas brasileiros para satisfazer as patrulhas… Ocorre que este que cá escreve gosta de coisas que dão trabalho – ou se preferir numa expressão um pouco mais pretensiosa, eu gosto de coisas mais desafiadoras. Algo que – se ainda não ficou claro –, não seja muito normal.
Que delícia imaginar que, ao ler a frase acima, os “modernos” de plantão já estão a essa altura mandando mais comentários para me acusar de querer ser justamente o que eles acham que são… (eles sabem o que é…). Bem-vindos! Tudo que eu posso fazer é sugerir, mais uma vez, que você conheça um pouco mais as coisas que escrevi neste mais de dois anos antes de sequer tentar conter sua necessidade de se mostrar tão descolado desbancando este blog…
Ou não: continue gostando das mesmas coisas sempre – e criticando quem se arrisca a pensar diferente. O mundo está cheio de coisas para você – especialmente o mundo da cultura. Como cantava a Banda Vexame, siga seu rumo. Você quer normal? É só ligar o rádio, a TV, abrir outra janela aqui na internet – ou mesmo a janela da sua casa – e aproveitar. Mas certamente Lily & Maria não é para você. Nem Women. Nem “O que é o quê”. Nem “Leonera” (em breve, na minha lista de filmes do ano, aqui mesmo no G1). Nem “Capitu”.
Sim, porque o post de hoje é sobre a grande estréia da TV nesta semana, baseada no livro “Dom Casmurro”, que é talvez a obra maior de Machado de Assis – lembrado em 2008 pelos 100 anos da sua morte. Por que eu demorei tanto para introduzir o assunto de hoje? Bem, quem sabe assim eu tenha conseguido dar uma filtrada em quem passa por aqui, despistando aqueles geralmente sem paciência para ler tudo – o mesmo tipo de leitor que não pensaria duas vezes antes de mandar seu comentário me acusando de ser obrigado a escrever sobre essa minissérie simplesmente porque trabalho na mesma emissora que o produziu (esse tipo que adora uma teoria conspiratória e para quem eu pergunto: tem uma boa – e nova – sobre 11 de setembro?). Fiz de propósito mesmo: não queria que quem chegasse até aqui lesse o que tenho a dizer sobre “Capitu” com o viés de quem acha que eu não posso ter uma opinião independente, ser também um mero espectador aberto (como a grande maioria dos que passam por aqui), capaz de gostar – ou não – de qualquer produto cultural a que está exposto. Enfim, se você acha que Machado de Assis é uma ferramenta que vem do interior de São Paulo, dê um novo google e procure algo mais “interessante”, pois agora vou falar de “Capitu” – algo que certamente não é, para emprestar mais uma vez o comentário do William Lima, algo que possa ser chamado de “música normal”. Pois mesmo tendo visto apenas os dois primeiros capítulos – tudo que já foi ao ar até este momento em que escrevo – estou absolutamente encantado com o que vi. E por várias razões.
A primeira, claro, pelo respeito à obra original. Quando logo no início, depois de uma abertura desorientadora de tão nova, quando Dom Casmurro começa a contar sua história – ou ainda, a história de como ganhou esse apelido – a partir de um encontro com alguém que conhecia “de vista e de chapéu”, percebei que a adaptação seria fiel. E como poderia ser diferente? Ao escolher esse livro para uma adaptação, por mais ousada que ela fosse (e ela é), quem teria a coragem de se arriscar na heresia de “reescrever” algumas das páginas mais lindas da nossa literatura? Passei então a ouvir – e em certos momentos, a ler também, já que parte do texto aparece manuscrito diluído entre as imagens – os diálogos e a narrativa da minissérie com o alívio de quem sabe que seus heróis estão sendo respeitados. E assim, pude aproveitar sem barreiras as outras delícias que “Capitu” tem a mostrar.
Como a linguagem gráfica, inspirada em cartazes de rua sobrepostos e empastelados. Ou ainda, para ficar ainda no impacto visual da minissérie, posso falar da confusão proposital entre imagens antigas e contemporâneas – ainda mais provocadora porque não há nenhuma tentativa de “modernizar” a história (talvez apenas a de apagar qualquer referência que o leitor/telespectador tenha da história tão conhecida, para assisti-la “do zero”, aceitar envolver-se mais uma vez com Capitu e Bentinho – e, claro, Escobar, que ainda não apareceu na história – , como se fossem personagens que estivesse conhecendo agora).
Nem só de imagens, porém, vive uma boa minissérie – você, tenho certeza, sabe citar alguns “contra-exemplos” de cabeça… “Capitu”, no entanto, é privilegiada ainda com interpretações precisas e que vão de encontro justamente a essa possível tentativa do diretor, Luiz Fernando Carvalho, de reapresentar cada um desses personagens. Bentinho (vivido pelo ator César Cardadeiro) vem com um tom ligeiramente mais infantil do que os quinze anos do personagem sugere – o que causa uma curiosa turbulência. Dom Casmurro – Bentinho mais velho – nos chega com pesada carga teatral (e exuberante) de Michel Melamed – e nos cativa exatamente pela nuance de caricatura e realidade que propõe. Capitu adolescente (Letícia Persiles) tem os próprios olhos de ressaca da personagem, e mais: uma alegria natural de viver esta menina que, mesmo aos 14 anos, era, como diria o próprio Casmurro, “mais mulher do que eu era homem”. Há ainda o “agregado” da casa de Bentinho, José Dias (Antônio Karnewale, perfeito), tio Cosme e prima Justina (Sandro Christopher e Rita Elmôr, respectivamente, também impecáveis) e todo um elenco que parece que se preparou a vida inteira para representar essa adaptação.
Nomes desconhecidos – aposto que você já pensou… Nesses dois primeiros capítulos, o único rosto familiar é o da excelente Eliane Giardini, que faz a mãe de Bentinho, Dona Glória (Maria Fernanda Cândido, que faz Capitu adulta – e adúltera? – ainda não apareceu na minissérie). Essa estranheza, porém, só conta a favor do projeto. É para limpar todas as referências? Então aí está um conjunto de atores que te conecta imediatamente com aquele fantástico leque de personagens.
Falo rapidamente da edição? Claro, pois os cortes de Luiz Fernando Carvalho continuam ousados. Se, em trabalhos anteriores, isso chegou a ser um obstáculo para a conexão com o telespectador, desta vez, em “Capitu”, a montagem de imagens e textos acha um bom equilíbrio entre experimentação e compreensão. Tanto que, à medida que assistimos cada capítulo, começamos a desejar novas estranhezas nessa narrativa – quase a ponto de nos incomodarmos quando ela volta a ser normal… Como a música.
Não a da trilha sonora de “Capitu” – que sonoriza as cenas de Dona Glória se vestindo com “God save the queen”, do Sex Pistols, e dá-se ao luxo de colocar praticamente uma faixa inteira de Beirut (uma banda que você talvez tenha descoberto na lista dos melhores discos que você não ouviu em 2007) logo nos primeiros minutos dos primeiros capítulos. Não, a música da minissérie não é normal – assim como não é normal nada que vi nesses dois primeiros capítulos, que tanto gostei. Eu diria até que gostei tanto porque não vi neles nada de normal.
Porque de normal a gente já está cheio. Eu pelo menos estou. E quem está comigo… 2009 nos espera!
(Postado por Zeca Camargo em 11 de Dezembro de 2008 às 16:34, no G1)




O Começo.


Segundo dia do novo ano. Olhando para trás, tenho a impressão de que ontem passou há muito mais tempo do que deveria. Desta vez não posso atribuir a intrigante sensação as razões citadas no post anterior -os tais acontecimentos que insistem em se repetir- mas sim a percepção de que talvez entre os dias 31 de dezembro e 1o de janeiro ocorra mais do que apenas um giro completo do globo.
Pergunto-me o que além das convenções associáveis ao réveillon lhe garante esta singular capacidade de distinção, de sempre torná-lo uma data passível de transpor a barreira do esquecimento? Afinal, por se dar em conjunturas bastante semelhantes (mesmos personagens, mesmo enredo), a noite da virada deveria seguir a tendência natural de se embaralhar com tantas outras já vividas. No entanto, a exceção dos muito bêbados, é comum nos lembrarmos com clareza de cada uma delas, ou pelo menos da maioria.
Procurar justificativas astrológicas, quiçá culturais, não teria força suficiente para sustentar qualquer teoria sobre o porquê dos 2 últimos dias parecerem ter ficado tão para trás. Desconfio que o sentimento de superação tenha algo a ver com o cruzar de uma fronteira, uma travessia que, preparados ou não, volta e meia precisamos fazer.
Neste caso, a principal distinção entre passado próximo e presente se relaciona com o abismo que há entre expectativa e realidade. Se para todos a última quarta-feira 2009 era um devaneio, uma idealização, a partir de ontem passou a ser real. As resoluções, os projetos, os planos saem de confortáveis especulações para abrigarem-se num imprevisível rol de possibilidades.
A impressão que tenho é resultante de um mecanismo que criamos para evitar frustrações, este mesmo que se encarrega de afastar os desejos para longe. Provém de nossa dificuldade em lidar com o que é concreto quando os sonhos ainda se encontram perto o suficiente para que as conquistas pareçam menores. Rituais como a passagem do ano são imprescindíveis porque nos ajudam a marcar a evolução do tempo, mas também podem adquirir o indesejável efeito de nos fazer acreditar que sonhos foram feitos para serem sonhados, e não vividos.
Neste exato momento, ao redor do mundo, é provável que milhões de pessoas estejam se imbuindo do que seja necessário para alcançarem seus projetos. Lamentavelmente este empenho costuma se esvair ao avançar do calendário. Espero que neste ano seja diferente. Porque, como diria Elis Regina naquela antiga canção do Belchior, “viver é melhor que sonhar”. Então, que em 2009, ao invés de sonhar, vivamos.
Este post foi publicado em
Instante Posterior, Sexta-feira, (02/01/2009), às 19h13.

DA CRIANÇA NO CAMINHO- PAULO COELHO


Quinze anos atrás, numa época de profunda negação da fé, eu estava com minha mulher e uma amiga no Baixo Leblon.

Havíamos bebido um pouco quando chegou um velho companheiro, que viveu conosco os loucos anos de 60 e 70, e depois entrou para um seminário.

Ele começou a falar de Jesus, e nós ironizávamos tudo que dizia.
Quando saímos do restaurante, minha amiga apontou para uma criança que dormia na calçada.

“Está vendo como Jesus se preocupa com o mundo?”, disse ela.
“Claro que estou vendo”, respondeu ele.

“Ele colocou aquela criança ali, e fez questão de que você visse, para que pudesse fazer alguma coisa”.

Ficamos todos calados, e aquela frase foi o início do meu retorno à busca espiritual.

(Post publicado na coluna Todas,de Paulo Coelho,no G1, em 03/01/2009)